EVAPOTRANSPIRAÇÃO DA CANA-DE-AÇÚCAR ESTIMADA PELO ALGORITMO SAFER

  • Rodolfo Fernandes Mussi Universidade Federal de Goiás
  • José Alves Jr. Universidade Federal de Goiás
  • Adão Wagner Pego Evangelista Universidade Federal de Goiás
  • Derblai Casaroli Universidade Federal de Goiás
  • Rafael Battisti Universidade Federal de Goiás

Resumo

EVAPOTRANSPIRAÇÃO DA CANA-DE-AÇÚCAR ESTIMADA PELO ALGORITMO SAFER

 

 

RODOLFO FERNANDES MUSSI 1; JOSÉ ALVES JÚNIOR2; ADÃO WAGNER PEGO EVANGELISTA2; DERBLAI CASAROLI2 E RAFAEL BATTISTI2

 

1 Mestre em Agronomia: Escola de Agronomia, Universidade Federal de Goiás - UFG, Av. Esperança s/n, Campus Samambaia, CEP 74.690-900, Goiânia, Goiás, Brasil, e-mail: rodolfof.mussi@gmail.com

2 Professores Doutores: Escola de Agronomia, Universidade Federal de Goiás - UFG, Av. Esperança s/n, Campus Samambaia, CEP 74.690-900, Goiânia, Goiás, Brasil, e-mails: jose.junior@pq.cnpq.br, awpego@pq.cnpq.br, derblaicasaroli@pq.cnpq.br, battisti@ufg.br

 

 

1 RESUMO

 

A cana-de-açúcar é a principal cultura irrigada no Brasil, necessitando de uma precipitação acumulada durante seu ciclo de 1.000 mm ano-1. O uso do sensoriamento remoto associado com imagens orbitais e algoritmos auxilia na estimativa da evapotranspiração quando aliado a modelos físicos. O SAFER é um algoritimo simplificado quando comparado com outros similares relatados pela literatura, como é o caso dos algoritimos SEBAL e S-SEBI, pois basea-se na equação de Penman-Monteith para obter a evapotranspiração, sendo esse o principal fator para a escolha deste algoritmo neste trabalho. Assim, o estudo teve o objetivo de estimar a evapotranspiração atual da cultura de cana-de-açúcar pelo modelo de balanço de energia SAFER utilizando imagens do satélite Landsat 8, e comparar com método de balanço de água no solo (ETBHS) utilizando sensores de umidade do solo e evapotranspiração de referência. O estudo foi no município de Goianésia/Go, no período de Junho/2015 a Julho/2016, em solo de textura média em área irrigada por pivô central de 100 hectares com cana de primeiro ciclo (variedade IAC 91-1099). Os resultados mostraram que para estimativa da evapotranspiração de cana-de-açúcar o método SAFER superestimou o ETBHS em 22,89 %, apesar da significante correlação (R²= 0,77) entre os dois métodos.

 

Keywords: Saccharum officinarum L., sensoriamento remoto, necessidade hídrica, cerrado.

 

 

MUSSI, R. F.; ALVES JÚNIOR, J.; CASAROLI, D.; EVANGELISTA, A. W. P.; BATTISTI, R.

SUGARCANE EVAPOTRANSPIRATION ESTIMATED BY SAFER ALGORITHM FOR EVAPOTRANSPIRATION RETRIEVING

 

 

2 ABSTRACT

 

Sugarcane is the main irrigated crop in Brazil, requiring cumulative rainfall during its 1,000 mm year-1 cycle. The use of remote sensing associated with orbital images and algorithms, aid in the estimation of evapotranspiration when combined with physical models. SAFER is a simplified algorithm when compared to similar ones reported in the literature, as is the case of SEBAL and S-SEBI algorithms, since it is based on the Penman-Monteith equation to obtain evapotranspiration, which is the main reason for choosing this algorithm in this study. Thus, this study aimed to estimate the current evapotranspiration of sugarcane crop by the SAFER energy balance model using images from the Landsat 8 satellite, and comparison with soil water balance method (ETBHS) using soil moisture sensors and reference evapotranspiration. The study was carried out in Goianésia / Go, Brazil from June/2015 to July/2016, in medium textured soil in an irrigated area of ​​100 ha central pivot, with first cycle sugarcane (IAC 91-1099 variety). The results showed that for the estimation of sugarcane evapotranspiration the SAFER method overestimated the ETBHS by 22.89%, despite the significant correlation (R²= 0.77) between the two methods.

 

Keywords: Saccharum officinarum L., remote sensing, water requirement, Brazilian Cerrado.

Biografia do Autor

Rodolfo Fernandes Mussi, Universidade Federal de Goiás
Engenheiro Agrícola pelo IFGoiano, e Mestre em Agronomia pela Universidade Federal de Goiás
José Alves Jr., Universidade Federal de Goiás
Engenheiro Agrônomo (Unesp 2001), Doutor em Irrigação e Drenagem (ESALQ_USP 2006), Professor Adjunto III na Universidade Federal de Goiás
Adão Wagner Pego Evangelista, Universidade Federal de Goiás
Engenheiro Agrícola e mestre pela Universidade Federal de Lavras e Doutor em Irrigação e Drenagem pela Universidade de Viçosa. Professor Associado na Universidade Federal de Goiás
Derblai Casaroli, Universidade Federal de Goiás
Engenheiro agrônomo e mestre em agronomia na Universidade Federal de Santa Maria, e doutor em física do ambiente agrícola pela Universidade de São Paulo. Professor adjunto na Universidade Federal de Goiás.
Rafael Battisti, Universidade Federal de Goiás
Engenheiro Agrônomo pela Universidade Federal de Santa Maria, e Mestre e Doutor em Física do Ambiente Agrícola pela Universidade de São Paulo. Professor Adjunto na Universidade Federal de Goiás.
Publicado
2020-06-02
Seção
Artigos