PRODUTIVIDADE E TEOR DE NUTRIENTES EM PALMA FORRAGEIRA IRRIGADA COM EFLUENTE DE ESGOTO DOMÉSTICO

  • Manoel Simões de Azevedo Junior UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO SEMI-ÁRIDO
  • Miguel Ferreira Neto UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO SEMI-ÁRIDO
  • José Francismar de Medeiros UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO SEMI-ÁRIDO
  • Francisco Vanies da Silva Sá UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO SEMI-ÁRIDO
  • Yuri Bezerra de Lima UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO SEMI-ÁRIDO
  • Marcírio de Lemos UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO SEMI-ÁRIDO

Resumo

PRODUTIVIDADE E TEOR DE NUTRIENTES EM PALMA FORRAGEIRA IRRIGADA COM EFLUENTE DE ESGOTO DOMÉSTICO

 

 

MANOEL SIMÕES DE AZEVEDO JÚNIOR1; MIGUEL FERREIRA NETO1; JOSÉ FRANCISMAR DE MEDEIROS1; FRANCISCO VANIES DA SILVA SÁ1; YURI BEZERRA DE LIMA1 E MARCÍRIO DE LEMOS1

 

1 Centro de Ciências Agrárias, Universidade Federal Rural do Semi-Árido - UFERSA, R. Francisco Mota, 572 - Presidente Costa e Silva, 59625-900, Mossoró - RN, Brasil. E-mail: mjunior721@yahoo.com.br, miguel@ufersa.edu.br, jfmedeir@ufersa.edu.br, vanies_agronomia@hotmail.com, yuribzdlima@hotmail.com, marcirio@hotmail.com

 

 

1 RESUMO

 

Objetivou-se com esse trabalho avaliar, no segundo ciclo, a produtividade de biomassa e os teores de nutrientes da palma forrageira orelha-de-elefante, conduzida sob irrigação complementar, com esgoto doméstico tratado. O experimento foi realizado no Assentamento Milagre, município de Apodi/RN, no período de junho de 2016 a fevereiro de 2017. Foram estudados cinco tratamentos, sendo quatro frequências de irrigação (2,3; 7; 14 e 21 dias), sendo aplicado uma lâmina de 3,5 mm de efluente, e uma testemunha, cultivo em sequeiro (sem irrigação). Utilizou-se delineamento experimental de blocos casualizados com quatro repetições. Após 234 dias do 1º corte realizado na palma, foram estimadas as produtividades de massa fresca e massa secas, assim como, determinado os teores de macro e micronutrientes na biomassa seca da palma forrageira. A complementação hídrica realizada por irrigação com intervalos de 2,3; 7,0; 14,0 e 21,0 dias, viabilizou satisfatoriamente a produção de biomassa da palma forrageira. A complementação hídrica de 3,5 mm por irrigação com efluente de esgoto doméstico tratado, com intervalos de 2,3 e 7,0 dias promove a maior produtividade da palma forrageira orelha de elefante mexicana. O efluente de esgoto doméstico tratado é viável para irrigação e fertirrigação da palma forrageira, carecendo da suplementação mineral adicional com fósforo, cálcio e zinco.

 

Palavras-chave: Irrigação, forragem, Opuntia sp., reuso de água.

 

 

AZEVEDO JÚNIOR, M. S.; FERREIRA NETO, M.; MEDEIROS, J. F.; SÁ, F. V. S.; LIMA, Y. B.; LEMOS, M.

PRODUCTIVITY AND NUTRIENT CONTENT OF FORAGE CACTUS IRRIGATED WITH DOMESTIC SEWAGE EFFLUENT

 

 

2 ABSTRACT

 

The aim of this work was to evaluate, in the second cycle, biomass productivity and nutrient content of Mexican Elephant Ear forage cactus, conducted under complementary irrigation, with treated domestic sewage. The experiment was carried out at Settlement Milagre, municipality of Apodi-RN, from June 2016 to February 2017. Five treatments were studied, four irrigation frequencies (2.3, 7, 14 and 21 days) a 3.5 mm death of effluent, and a control, rainfed cultivation (without irrigation). A randomized complete block design with four replicates was used. After 234 days of the first cut in the palm, green and dry mass yields were estimated, as well as the macro and micronutrient contents in the dry cactus biomass. Water supplementation performed by irrigation with intervals of 2.3, 7.0, 14.0 and 21.0 days, allowed satisfactory production of the forage cactus biomass. The water supplementation of 3.5 mm by irrigation with treated domestic sewage effluent, with intervals of 2.3 and 7.0 days, promotes higher productivity of forage cactus mexican elephant ear. The treated domestic sewage effluent is feasible for irrigation and fertigation of forage cactus, lacking additional mineral supplementation with phosphorus, calcium and zinc.

 

Keywords: Irrigation, forage, Opuntia sp., Water reuse.

 

Biografia do Autor

Manoel Simões de Azevedo Junior, UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO SEMI-ÁRIDO
Possui graduação em Agronomia pela Escola Superior de Agricultura de Mossoró - ESAM (1988). Especialista em Olericultura - ESAM (1990), Desensolvimento Sustentavel no Semiárido Nordestino - UFRN (2003) e Energia Eólica - UFRN (2013), Mestrando no Programa de Pós-Graduação em Manejo de Solo e Água pela UFERSA. Atualmente é engenheiro agronomo da PREFEITURA MUNICIPAL DE GALINHOS. Tem experiência na área de Agronomia, com ênfase em Agronomia
Miguel Ferreira Neto, UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO SEMI-ÁRIDO
Possui graduação em Engenharia Agronômica pela Universidade Federal Rural do Semi-Árido (1999), mestrado em Engenharia Agrícola pela Universidade Federal da Paraíba (2001) e doutorado em Irrigação e Drenagem pela Universidade de São Paulo (ESALq-USP, 2005) e pós-doutorado em fisiologia vegetal pela Universidade Federal do Ceará (UFC) (2012). Foi Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Ciência do Solo/UFERSA. Foi Vice Coordenador do Programa de Pós-Graduação em Manejo do solo e água/UFERSA. É professor Associado do Departamento de Agronomia e eng. Florestal do Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal Rural do Semi-árido; Supervisor geral do Laboratório de análises de Solo Água e Planta (LASAP/UFERSA) e pesquisador do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Salinidade (INCTSal). Atua como orientador de alunos do curso de graduação em Agronomia e de pós-graduação em Manejo do Solo e Água (Mestrado e Doutorado). Atua principalmente nos seguintes temas: Eficiência no uso de água e de nutrientes pelas plantas; Tolerância de cultivos agrícolas à salinidade; utilização e manejo de águas salinas e residuárias na irrigação; Manejo de solos salinos e sódicos; Ecofisiologia vegetal.
José Francismar de Medeiros, UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO SEMI-ÁRIDO
Possui graduação em Agronomia pela Escola Superior de Agricultura de Mossoró (1985), mestrado em Engenharia Agrícola pela Universidade Federal da Paraíba (1992) e doutorado em Agronomia pela Universidade de São Paulo (1998). Atualmente é engenheiro agrônomo da Universidade Federal Rural do Semi-Árido, Pesquisador I-A do CNPq, docente permanente dos Programas de Pós-graduação em Fitotecnia e do de Manejo de Solo Água da UFERSA, onde atualmente é também membro do Colegiado deste último Programa, e é líder do Grupo de pesquisa "Manejo de água e solo na agricultura irrigada". Tem experiência na área de Engenharia Agrícola, com ênfase em Irrigação e Drenagem, atuando principalmente nos seguintes temas: Cultivo do melão e melancia, salinidade, fertirrigação e manejo de irrigação.
Francisco Vanies da Silva Sá, UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO SEMI-ÁRIDO
Possui Doutorado em Engenharia Agrícola (Área de concentração: Irrigação e Drenagem - Sub linha: Manejo água-solo-planta) na Universidade Federal de Campina Grande - UFCG,. Mestrado em Manejo de Solo e Água (Área de concentração: Engenharia de Água e Solo) pela Universidade Federal Rural do Semi-Árido - UFERSA (2016), graduação em Agronomia pela Universidade Federal de Campina Grande - UFCG (2015), curso Técnico em Agropecuária pela Escola Agrotécnica do Cajueiro - Universidade Estadual da Paraíba - UEPB (2009). Atuou como Bolsista de Pós-doutorado Junior do CNPq na Universidade Federal Rural do Semi-Árido de 03/2017 a 07/2018. Atualmente é Bolsista de Pós-doutorado do Programa Nacional de Pós-doutorado no Programa de Pós-graduação em Manejo de Solo e Água, na Universidade Federal Rural do Semi-Árido - UFERSA. Atua em pesquisa nas áreas de Engenharia de Água e Solo (Manejo da Salinidade, Irrigação, Fertilizantes e Corretivos, e Recuperação de Solos afetados por Sais) aplicada a Produção Vegetal (Morfofisiologia, Nutrição e Produção de plantas sobre estresses abióticos; Seleção de genótipos tolerantes a estresses abióticos; Manejo de atenuadores de estresse). 
Yuri Bezerra de Lima, UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO SEMI-ÁRIDO
Graduando em Agronomia da Universidade Federal Rural do Semi-Árido. Bolsista de iniciação cientifíca do CNPq.
Marcírio de Lemos, UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO SEMI-ÁRIDO
Possui graduação em Engenharia Agronomica pela Escola Superior de Agricultura de Mossoró (2002),  Mestrado em Ciência do Solo pela Universidade Federal Rural do Semi-Árido (2011) e Doutorado em manejo de Solo e água pela Universidade Federal Rural do Semi-Árido (2017). Tem experiência na área de assessoria técnica em áreas da reforma agrária e comunidades rurais, com ênfase em tecnologias apropriadas e na universidade atua, principalmente, com reúso na agricultura.
Publicado
2019-12-16
Seção
Artigos