VIABILIDADE ECONÔMICA DO USO DO BIOGÁS PROVENIENTE DA SUINOCULTURA, EM SUBSTITUIÇÃO A FONTES EXTERNAS DE ENERGIA

Autores

  • Maria Isabel Alencar Dias UFMG
  • Fernando Colen UFMG
  • Luiz Arnaldo Fernandes UFMG
  • Rogério Marcos de Souza UFMG
  • Osmar de Carvalho Bueno UNESP

DOI:

https://doi.org/10.17224/EnergAgric.2013v28n3p155-164

Resumo

A suinocultura é uma atividade potencialmente geradora de dejetos, com elevada carga orgânica altamente poluente, sendo responsável pela disseminação de patógenos, pela contaminação de rios, de lençóis subterrâneos e de solos, além de produzir odores desagradáveis e emitir gases de efeito estufa. No entanto, o elevado valor de matéria orgânica, que expressa a carga poluidora, reflete o potencial energético desses dejetos, utilizados como matéria-prima na geração de biogás, por meio da tecnologia dos biodigestores, que, quando bem empregada, proporciona a produção de energia limpa e promove a conservação do meio ambiente. Por meio do valor dos investimentos iniciais de implantação de um biodigestor, dos custos de manutenção, da depreciação, dos juros e receitas oriundas do sistema, e, conhecendo a quantidade de biogás produzida diariamente e o consumo médio de biogás pelos aparelhos mais comumente utilizados, como geladeira, fogão, aquecedor de água e grupo gerador de energia elétrica, verificou-se a viabilidade econômica da implantação de um biodigestor modelo indiano em uma granja de suínos de pequeno porte. Para um cenário de 10 anos, os resultados dos indicadores econômicos VPL R$ 57.598,95, TIR 48,38%, Payback Simples 2,06 anos e Payback Descontado 2,3 anos evidenciaram um panorama favorável à utilização dessa tecnologia, com possibilidades de gerar benefícios econômicos, sociais e ambientais.

Biografia do Autor

Maria Isabel Alencar Dias, UFMG

Possui graduação em Ciências Contábeis pela Universidade Estadual de Montes Claros/MG - UNIMONTES (1993); é pós-graduada em Gestão de Recursos Humanos (2009) - FATEC INTERNATIONAL; Mestre em Ciências Agrárias pela Universidade Federal de Minas Gerais. Atua na área de extensão universitária em Energias Alternativas, mais notadamente em viabilidade da biodigestão anaeróbia para pequenos produtores rurais.

Fernando Colen, UFMG

Possui graduação em Engenharia Agrícola pela Universidade Federal de Lavras (1998), mestrado e doutorado em Agronomia (Energia na Agricultura) pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, anos de 2000 e 2003 respectivamente. Atualmente é professor adjunto III, no Instituto de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Minas Gerais. Na UFMG ocupou as seguintes funções: Membro titular na congreção do instituo, coordenador de planejamento e infraestrutura, superintendente administrativo e membro suplente no Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão e na Câmara de Graduação da UFMG. Foi Coordenador Pro tempore do curso de Engenharia Agrícola e Ambiental em 2011 e atualmente é membro titular do colegiado do Curso de Grauação de Engenharia Agrícola e Ambiental. Tem experiência na área de Engenharia Agrícola, com ênfase em Biodigestão Anaeróbia, atuando principalmente nos seguintes temas: sustentabilidade, biogás, biodigestor, agricultura familiar e assentamento rural.

Luiz Arnaldo Fernandes, UFMG

Possui graduação em Agronomia (1994), mestrado (1996) e doutorado (1999) em Ciência do Solo pela Universidade Federal de Lavras (UFLA). Professor Associado da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e coordenador técnico do laboratório de Análise de Solo desde o ano 2000. Coordenador Acadêmico do Curso de Agronomia no período de 2000 a 2009 e representante da UFMG na Associación de Universidades Grupo Montevideo (AUGM) nos anos de 2006 a 2009. Atualmente é sub-ccordenador do Curso de Mestrado em Ciências Agrárias da UFMG. Foi coordenador técnico da elaboração do Plano Estadual de Combate a Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca do Estado de Minas Gerais (PAE-MG), no ano de 2010. Atualmente é Coordenador do Programa Interlaboratorial de Controle de Qualidade de Análise de Solo de Minas Gerais (PROFERT-MG) - biênio 2011 a 2012.Tem experiência na área de Agronomia, com ênfase em Fertilidade do Solo, Adubação e Nutrição de Plantas.

Rogério Marcos de Souza, UFMG

Médico Veterinário pela Escola de Veterinária da UFMG (1990). Possui Doutorado em Ciência Animal área de Nutrição Animal (2003) e Mestrado em Medicina Veterinária área de Tecnologia e Inspeção de Produtos de Origem Animal (1993), ambos pela Universidade Federal de Minas Gerais. Tecnólogo Sucroalcooleiro pela Universidade Metodista de Piracicaba (1983). Atualmente é professor Associado, do Instituto de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Minas Gerais - Campus Regional de Montes Claros. Foi Diretor do Instituto de Ciências Agrárias da UFMG de 2003 a 2010. Tem experiência na áreas de Medicina Veterinária, Zootecnia, Tecnologia de Carnes e Pescado,Tecnologia de Produtos Agropecuários e Inspeção de Produtos de Origem Animal, com ênfase em: higiene e controle sanitário de alimentos, controle físico-químico de alimentos, análise sensorial e microbiologia de alimentos, tecnologia de alimentos, processos de conservação e processamento dos alimentos, inspeção de animais de abate e pescado e controle dos procedimentos higiênico-sanitários em Matadouros e Frigoríficos. É avaliador Institucional do MEC/INEP para Autorização, Reconhecimento e Renovação de Reconhecimento de Cursos de Graduação.

Osmar de Carvalho Bueno, UNESP

Possui graduação em Agronomia pela Universidade Estadual Paulista-UNESP (1982), mestrado em Sociologia (1994) e doutorado em Agronomia - Energia na Agricultura (2002) pela UNESP . Livre Docente e Professor Adjunto da UNESP, atuando principalmente nas seguintes temáticas: extensão rural, agricultura familiar, energia na agricultura e planejamento da paisagem (arborização urbana).

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Publicado

09-11-2013

Como Citar

Dias, M. I. A., Colen, F., Fernandes, L. A., de Souza, R. M., & Bueno, O. de C. (2013). VIABILIDADE ECONÔMICA DO USO DO BIOGÁS PROVENIENTE DA SUINOCULTURA, EM SUBSTITUIÇÃO A FONTES EXTERNAS DE ENERGIA. ENERGIA NA AGRICULTURA, 28(3), 155–164. https://doi.org/10.17224/EnergAgric.2013v28n3p155-164

Edição

Seção

Fontes Convencionais e Alternativas de Energia e seu uso Racional na Agricultura